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em ressaca de um dia fora de casa, com carência induzida pela música de samara lubelsky começo a escrever este post. agora estou com vontade de fazer cócó.

back i am, de intestinos vazios e sem nada de útil para dizer.

para que serve um blog?  juntar informação? partilhar conhecimento supostamente alheio a um determinado número de pessoas para que este se alargue? dizer merda?

sim. é o que respondo a todas as questões (menos à primeira e principalmente à última). sim, dizer merda. aquilo que qualquer pessoa gosta de fazer. num momento de auto-adulação, na ilusão de que alguém as está a ouvir, despejar confissões, cultura-geral e um pouco de fanfarronice.

e este blog não é nenhuma excepção. um estúpido e presunçoso ritual de adoração ao culto do lol e do lmao. a melhor parte é que eu sou estúpido o suficiente para estar aqui a criticar e fazer parte disto. ah, como eu me adoro. ouço milhões de música, vejo filmes independentes, tenho calças justas e wayfarers para dar e vender. sou tipo o maior hipster do mundo. sou um idiota por estar para aqui a dizer isto? podes crer. mas pronto, é para isso que isto serve. dizer merda!

não vá, agora a sério. o que é um hipster? eu sou hipster? O QUE É UM HIPSTER?

é ter uma t-shirt com triângulos? é ouvir witch house e mais electrónica marada das 7:00 à meia noite? é todas as fotos do facebook terem um ligeiro tom de ciano? quanta erva é que um hipster deve ter no bolso para ser admitido na comunidade?

desculpem, mas não encontrei nenhum hipster FAQ pelas internets. amem-me para sempre. adieu.

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e os putos pá?

estando em em período de preparação para os exames, entrei em modo existencialista, logo as minhas reflexões provavelmente irão parar aqui mais rápido que moscas ao edição limitada. adiante… cada vez é mais evidente a simplicidade e estagnação musical em que a nossa geração se insere. quase que se tem uma criação genial para cada década do séc.XX, será que o início do XXI é assim tão seco de ideias e criatividade que nada de verdadeiramente original frua sem óbvios elementos retro? (ya, tirei-vos a deixa da electrónica)

numa geração onde tudo se faz mais cedo, será que os putos de 14 anos já deviam estar a sacar partituras de beethoven pelo rabo fora com miudinhas de 12 como groupies?

agora a sério… algo novo? geração de gente mole e preguiçosa… onde é que isso encaixa? ya, aqui mesmo.

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yo. umas perguntas, que reencaminho de uns vídeos do youtube. faz-se melhor música sob o efeito de drogas? as drogas fazem a música? a música faz as drogas? both? however, gostava de ler comentários a responder, coisa que quase nunca se vê por aqui. estou à espera.

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o novo rock português é tão medíocre.

edit: btw, los campesinos! em pdc!

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gbhdgfy

projecto bastante interessante vindo directamente da mente de bradford cox, mais conhecido como vocalista de deerhunter

It’s just that I have ideas that I can’t make work with a five piece rock band…there’s kind of this palette of sounds that I use that I don’t necessarily get to use with Deerhunter.

e pronto. esta banda vai evoluindo pelos domínios do psicadelismo, electrónica, shoe-gaze, experimental, e já que entrei numa enumeração, cá vai mais uma: indie. ah, é verdade, a banda chama-se Atlas Sound e o álbum a ouvir é o Logos, que já tem vários tags no lastfm como “under the radar best of 2009“. e coisas como essas. e pronto, aqui tendes mais um post só porque sim e o myspace deste catraio: http://www.myspace.com/atlassound

adios.

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triangulação musical

olhem que giro:

party trash!

mais uma cena na onda do witch house, ou triangle core, como gosto de lhe chamar, tipo oOoOO ou PWIN▲▲TEAKS.  it’s do or die.

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olá.

olá gente. é o meu primeiro post aqui e, com sorte, ainda me ides aturar um bom bocado até alguém mentalmente são que também mande aqui bitaites repare que não tenho jeito nenhum para isto e me ponha na rua. e agora, do que falar…

vamos lá ver… ontem estive a ver um filme que já data de 1960, de george pál, um director húngaro com cara de gajo simpático. anyway,  e achei muito interessante todo o tema que o envolve como a efemeridade das coisas and so on, mas na fase final da viagem de george, a personagem principal, este depara-se que no ano 5473824638795 ou algo nesses domínios tudo tinha voltado a um estado básico, arcaico. e isso fez-me relacionar o filme imediatamente a Terence McKenna. pois é.  nenhuma conclusão filosófica de grau maior, este bláblá todo foi mesmo só para ter uma introdução gira.  e quem é este mânfio? pois é um teólogo, ou um metafísico ou que raio lhe queiram chamar. o que interessa é que McKenna nem que estivesse a falar de tijolos, ele torna-los-ia fantásticos e fascinantes. é um homem com o dom da palavra e uma capacidade fantástica de transcender o pensamento do homem comum (por razões óbvias se derem uma olhadela a qualquer coisa dele pelas internets). por fim, a razão pela qual relacionei este senhor ao revivalismo arcaico: o álbum que ele partilha com a banda de trance psicadélico, Spacetime Continuum.

O álbum chama-se Alien Dreamtime e residem nele dos melhores e mais inspiradores discursos de McKenna.

Aproveito e deixo daqui uma amostra

Every time a culture gets into trouble it casts itself back into the past looking for the last sane moment it ever knew. And the last sane moment we ever knew was on the plains of Africa 15,000 years ago rocked in the cradle of the Great Horned Mushroom Goddess before history, before standing armies, before slavery and property, before warfare and phonetic alphabets and monotheism, before, before, before…”

See you next time, lads.

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